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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Espaço para esclarecimentos e opiniões


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segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Consulta em Psicologia Clinica e Relação Terapêutica

A Psicologia Clinica lida essencialmente com a parte afectiva do ser humano, e esta parte influencia todas as outras áreas do nosso funcionamento. Independentemente da faixa etária, quando estamos infelizes, não conseguimos ter o melhor dos rendimentos no nosso dia-a-dia, quer seja no trabalho/escola, ou em casa com a família, amigos, relações amorosas, etc. Quando não damos o nosso melhor rendimento, começamos a sentir-nos mais incapazes tornando a situação numa bola de neve, onde já não se sabe o que causa o quê, nem onde tudo começou.

Muitas vezes comportamentos e sentimentos (tanto nos nossos filhos/família ou em nós mesmos) que nos parecem à primeira vista desadequados nem sempre são sinais de alarme, por vezes podem simplesmente corresponder à fase de desenvolvimento em que a pessoa se situa, ou até serem adequados dependendo da situação que a pessoa está a viver no momento. No entanto nem sempre se consegue perceber isso, ou porque a pessoa está demasiado envolvida na questão, e/ou porque é uma situação complicada e dolorosa e por isso não consegue diferenciar o que é adequado ou não, quer nos seus familiares/filhos, quer em si mesma.

O papel do psicólogo clinico será o de ajudar a desembaraçar a confusão da vida da pessoa, fazendo com ela uma viagem em que a irá guiar de forma a conseguir encontrar o seu caminho, a sua realidade e claro a sua felicidade.

A psicologia clinica tem objectivos muito específicos em que “O psicólogo clinico avalia e trata de pacientes com problemas psicológicos. Realiza pesquisas sobre o comportamento normal e anormal, diagnóstico e tratamento” (Davidoff, 1980).

  • Relação Terapêutica

Uma consulta de psicologia tem sempre implícita uma relação entre o paciente e o psicólogo.
Segundo uma das definições do Dicionário de Psicologia, uma Relação é “qualquer ligação entre duas variáveis de tal modo que a variação, numa delas acompanha a variação produzida na outra” (Chaplin, 1981). Numa relação terapêutica, deve existir esta variação, no duplo sentido: Paciente- psicólogo e psicólogo- paciente. A viagem é muitas vezes conduzida pelo paciente (paciente- psicólogo) que guia o psicólogo através das suas experiências/sentimentos e com isso o conduz a um grau de entendimento do seu sofrimento. Por vezes o paciente também necessita de orientação e de um feed-back acerca do trabalho que ambos estão a realizar e nessa altura o movimento faz-se no sentido inverso (psicólogo- paciente).
Para que este movimento se dê, é necessário que seja estabelecida uma relação positiva entre as duas partes, em que o paciente se sinta seguro e confiante o suficiente para estabelecer um vinculo com o psicólogo de forma a poderem ambos trabalhar no mesmo sentido.
Nesta relação o psicólogo deverá respeitar a dignidade do Outro e os seus direitos enquanto indivíduo, deverá ter a responsabilidade para utilizar os conhecimentos adquiridos na formação e respectivos materiais de forma integra e honesta, e a competência para respeitar os seus conhecimentos e ter a consciência de continuar a investir na sua formação para melhor poder ajudar o Outro.
Num ponto de vista muito pessoal, numa relação terapêutica o simples facto de estar lá por vezes é mais do que suficiente para começar a produzir uma alteração positiva, e sentir que a palavra no contexto terapêutico deve ser utilizada com o máximo cuidado ao serviço do outro. Por vezes um olhar compreensivo poderá devolver ao outro a empatia necessária para se estabelecer uma ligação, transmitindo conforto ou transmitindo simplesmente a mensagem de que estamos com ele, que sentimos o seu sofrimento, que sabemos o que está a sentir.


Imagem de Van Gogh