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domingo, 12 de abril de 2009

Fobias

As fobias são temores obsessivos que se caracterizam por um medo exacerbado e injustificado por determinado objecto ou situação. Este medo quando sentido origina na pessoa uma sensação de descontrole e um comportamento irracional.
O sintoma central das fobias é a ansiedade, por isso quando a pessoa está exposta ao seu objecto fóbico, os níveis de ansiedade aumentam e quando atingem um grau potencialmente elevado poderá vir a originar um ataque de pânico. Existem vários tipos de fobias dependendo do objecto ou situação que a provocam.
Uma fobia simples ou fobia especifica está associada a um determinado objecto, animal, ou situação. O alvo da fobia é especifico. Ex.: Facas, agulhas, avião, sítios altos, esferovite. Se o medo persistir durante 6 meses no confronto com o objecto fóbico é diagnosticada a fobia.
O que caracteriza a Fobia Social é o medo do julgamento dos outros. Medo daquilo que os outros possam dizer ou pensar. A permanência terá que ser de pelo menos 6 meses. A incapacidade completa de se confrontar com situações em que tenham de falar em público, comer em público, etc. Mais informações
aqui
A Agorafobia traduz-se no medo de espaços abertos e é o oposto da claustrofobia.
A Claustrofobia caracteriza-se pelo medo de estar ou de se sentir mal num espaço fechado. Basta surgir a expectativa da situação vir a acontecer para desencadear o ataque fóbico.
Eis mais alguns exemplos:


  • Acrofobia – medo das alturas
  • Nictofobia – medo da noite
  • Aquafobia – medo de superfícies de agua
  • Queraunofobia – medo de raios
  • Bacteriofobia – medo de germes
  • Coprofobia – medo de sujar-se com fezes, etc.
  • Misofobia – medo do contacto com a sujidad
  • Acarofobia – medo dos parasitas da pele
  • Eritrofobia – medo de corar
  • Aicmofobia – medo de objectos pontiagudos (de se ferir ou de ferir terceiros)
  • Zoofobia – medo de animais
  • Fobofobia – medo do medo

Imagem de Emanuel Oliveira e foi retirada de: olhares.com

sábado, 19 de julho de 2008

Timidez e Fobia Social

Todos já ouvimos falar ou conhecemos pessoas que são consideradas mais tímidas em relação à maioria. Aquela pessoa que no trabalho, não fala muito, raramente entra em conflito, evita trabalhos e situações em que tenha que estar em destaque e que todos dizem que é mais calada ou tímida, sem ninguém dar muita importância a esse facto. Por vezes ninguém se apercebe, que essa pessoa sofre cada vez que tem que falar com alguém, sofre cada vez que tem que se levantar do seu lugar, porque pensa irracionalmente que todos a estão a avaliar negativamente, a criticar, a gozar.
Este desconforto pode ser sentido pela maioria das pessoas, em determinadas alturas e em graus muito diferentes. Podem haver pessoas que sintam ansiedade social só em situações muito especificas, o que não chega a ser um aspecto limitador na sua vida quotidiana, outras sentem ansiedade social só pelo facto de estarem perante olhares de terceiros e neste caso esta ansiedade transforma-se num distúrbio de ansiedade social chegando a comprometer a sua vida social, profissional e até afectiva. Em casos mais extremos, pode levar a que a pessoa permaneça solteira, não porque não se consiga relacionar afectivamente, mas porque para conhecer outra pessoa tem que entrar num contexto social e isso já não conseguem fazer. São pessoas que não evoluem profissionalmente, não por falta de capacidades, mas por evitamento a situações que envolvam terceiros ou envolvam um certo destaque e por esse mesmo motivo, apresentam por vezes maior instabilidade no emprego. Adolescentes com esta problemática podem apresentar abandono escolar precoce por não suportarem ser avaliados por colegas e professores. O suporte social destas pessoas vai sendo cada vez mais limitado e por esse motivo quando surge alguma dificuldade na sua vida elas vão ter mais dificuldades em a ultrapassar, já que esse mesmo suporte social é uma estratégia muito válida e importante no ser humano. Por isso quem sofre de fobia social está também mais frágil do ponto de vista emocional.
O paradoxo desta situação é o mesmo que existe nas fobias em geral. A pessoa tem medo, e por isso não enfrenta a situação causadora da fobia e quanto mais a evita, mais forte ela se torna e consequentemente mais difícil de enfrentar. Não estou com isto a sugerir que uma pessoa que não sai de casa há um longo período de tempo (neste caso em sequência de uma fobia social) que o faça de imediato. Existe todo um trabalho a fazer até à primeira exposição. Mas o caminho é ajudar a pessoa a perceber porque tem a fobia e ao mesmo tempo trabalhar pensamentos irracionais que tem acerca dela própria e dos outros. Prepará-la emocionalmente para a exposição que terá inevitavelmente que ocorrer mas em doses suportáveis evitando assim um sofrimento maior.